Nanismo Brasil agora é parte do Instituto Nacional de Nanismo!

Nesta semana, apresentamos uma novidade incrível para a comunidade: o Nanismo Brasil agora é um movimento do Instituto Nacional de Nanismo (INN) e soma forças com o outro movimento, o Somos Todos Gigantes (STG), na luta por direitos, acessibilidade e fim do preconceito contra as pessoas com nanismo. Antes associação, o Nanismo Brasil agora passa a fazer parte do INN no intuito de aumentar as ações relacionadas aos adultos com nanismo no país, já que o STG possui um trabalho direcionado para as famílias de crianças e adolescentes com a deficiência. O anúncio oficial foi realizado na noite desta terça-feira (23), durante live transmitida no Instagram pelos perfis do Instituto, Somos Todos Gigantes e Nanismo Brasil. O objetivo é caminhar juntos, de mãos dadas, representando a comunidade! Vem com a gente?

O Nanismo Brasil surgiu em São Paulo, sob a presidência de Fernando Vigui, em agosto de 2019 e se formalizou como associação em agosto de 2020. “São Paulo tem o maior número de adultos com nanismo e isso é justificável porque oportunidades acontecem nas capitais e São Paulo é a maior em número de população. Tenho muitos amigos que moram aqui, mas são de outras cidades. Em 2019, meados de abril, estava jantando aqui em casa com amigos e conversamos sobre dificuldades no dia a dia sobre leis, acessibilidade, inserção no mercado de trabalho. Reclamando, e reclamando, mas aí surgiu a ideia de criar um movimento, com foco na vida da pessoa adulta para juntos lutarmos por mais visibilidade”, explica Fernando Vigui.

Porta-voz do Somos Todos Gigantes (STG), Gabriel Yamin, de 15 anos, explicou também sobre o nascimento do movimento que acabou crescendo até se transformar em instituto, o que também ocorreu em 2020. “Em 2006, meus pais receberam a notícia de um médico de forma completamente insensível de que eu teria nanismo. Minha mãe fala que caiu no buraco da Alice. Universo paralelo, conhecimento, situações, experiências fora do que a maioria das pessoas vive. É uma deficiência pouco falada e piada ainda é cultural no Brasil. Com seis anos, meus pais me contaram que tinha nanismo, depois que uma colega da escola falou que eu era anão. Percebia que era menor, mas achava que isso era natural”.

Primeiro nasceu o STG, como hashtag na internet, como forma de falar sobre nanismo na internet. “Com 8, quase 9 anos, tive meu primeiro contato real com outras pessoas com nanismo, em uma audiência pública no Senado Federal que instituiu o Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo”, recorda Gabriel. O instituto, que se formalizou em 2020, aconteceu pela necessidade de pensar em advocacy, em políticas públicas, leis, direitos e tudo que envolve o universo do nanismo. Em 2021, o INN, de forma histórica, participou do lançamento de cinco guias inéditos para apoiar estados e municípios na compreensão do tema e na inclusão de pessoas com esse tipo de deficiência. Os documentos foram lançados pelo governo federal, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Este foi o primeiro material oficial desse tipo lançado no âmbito federal brasileiro.

“Somos representantes de uma comunidade. Não somos os únicos nem temos a pretensão disso, mas somos representantes de uma comunidade. Mas nosso lugar de fala é de uma família com diagnóstico de nanismo, sem outros casos na família. Queríamos acolher famílias. Aos poucos, fomos entendendo que de nada valeria o esforço se não pudéssemos lutar para que todas as pessoas com nanismo tivessem acesso às coisas que conseguimos proporcionar para o Gabriel. Estamos em um país de dimensões continentais e não é possível que grandes centros tenham acesso se o resto do país não tiver os mesmos direitos. Nos negarmos a isso seria um grande egoísmo e agora estamos juntos. Os dois movimentos passam a englobar o INN. Quanto mais unidos, mais fortes”, finaliza Juliana Yamin, presidente do INN.

Catherine Moraes

Jornalista por formação e apaixonada pelo poder da escrita. Do tipo que acredita que a informação pode mudar o mundo, pra melhor!
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