Em busca do ouro, a mulher mais forte do Brasil pede apoio financeiro para competir 

Camilla Feitosa Oliveira tem 35 anos de idade e muita história pra contar. Rompendo preconceitos e mostrando que o esporte não é limitador, mas sim potencializador, a paratleta está em busca de mais um marco na carreira: o ouro na 1ª fase nacional do Circuito Loterias Caixa de Halterofilismo em São Paulo. A competição acontece entre os dias 7 e 10 de abril deste ano e é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo. Persistir é com ela mesmo, mas para chegar até o desafio, Camilla, que pesa 21 quilos e já conseguiu levantar mais do que o dobro disso, precisa de apoio financeiro. 

Camilla mora na cidade de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. Ela é considerada a mulher mais forte do Brasil na modalidade halterofilismo (levantamento de peso) e a 3ª menor do mundo, com 73 centímetros de altura. Colecionadora de títulos e medalhas, a paratleta vive do esporte e recebe o benefício Bolsa Atleta que é pouco menos de um salário mínimo. Ela concilia a paixão pelo atletismo com a faculdade de Artes Visuais. Para conseguir disputar mais uma medalha em São Paulo, ela precisa de R$15 mil para custear passagens e estadia. Além da competição em abril, Camilla também vai disputar o Campeonato Brasileiro em maio e a 2ª fase nacional do Circuito Loterias Caixa de Halterofilismo, em julho. Todos em São Paulo.

Camilla fez uma vaquinha virtual que arrecadou 19% da meta. Agora, ela disponibiliza o PIX para que o sonho seja conquistado de mãos dadas com os apoiadores. Qualquer contribuição é um degrau vencido para que a paratleta lute pelo lugar mais alto do pódio. 

PIX: (79) 9 98599748

Luta e inspiração 

Camilla nasceu com acondroplasia, o tipo mais comum de nanismo, e retinose pigmentar, uma degeneração na retina que não possui cura, mas pode ser controlada por meio de tratamento. “Foi uma surpresa pra minha família, porque ninguém fazia ideia de que eu nasceria com essas condições, pois minha mãe não tinha nenhuma condição financeira e não teve o acompanhamento pré-natal necessário”.

Após o meu nascimento, o médico disse à mãe que estava tudo bem comigo, mas que eu tinha nascido com um ‘probleminha’. Ele disse, na época, que provavelmente eu não iria crescer muito e orientou que tivessem muito cuidado comigo porque eu poderia ter os ossos fracos. Minha mãe me criou da mesma maneira que criou meus irmãos, sem nenhuma restrição e sempre me orientou sobre as dificuldades que eu teria que enfrentar e assim seguimos. Graças a Deus nunca me machuquei”, conta Camilla em entrevista ao Somos Todos Gigantes. 

Ela conheceu o halterofilismo paraolímpico há 3 anos, após acompanhar um amigo que é cadeirante numa atividade física. “Quando entrei na sala de treinamento, o professor Felipe Aidar me recebeu com um sorriso enorme e me perguntou se eu iria treinar com eles. Eu respondi que não, por acreditar que aquilo não era pra mim. Ele, então, me mostrou vídeos de pessoas com nanismo que são campeões mundiais e me convenceu a fazer o teste. Todos ficaram surpresos quando me viram levantar uma barra de 20 quilos”, lembra a paratleta. 

Hoje, Camilla realiza palestras para contar sua história de lutas e superações diárias, além de reforçar o quanto o esporte foi transformador em sua jornada.  Ela também lançou um e-book, onde relata parte da sua superação e como através do Halterofilismo paralímpico, se tornou a mulher mais forte do Brasil.

Kamylla Rodrigues

Kamylla Rodrigues é formada em Jornalismo pela Faculdade Alves Faria (ALFA). Já trabalhou em redações como Diário da Manhã e O Hoje, em assessorias de imprensa, sendo uma delas do governador de Goiás, além de telejornais como Band e Record, onde exerce o cargo de repórter atualmente.
Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Mais

A conexão de mãe que abraçou centenas de outras mães

Neste Dia das Mães, contamos histórias de mulheres que são fio condutor na luta por proteção e direitos dos filhos com nanismo “Não consigo me imaginar não sendo mãe. A gente se doa, se dedica pra vê-los se tornando homens maravilhosos”: Francielle Ferreira Ribeiro “Ser

A conexão de mãe que abraçou centenas de outras mães

Neste Dia das Mães, contamos histórias de mulheres que são fio condutor na luta por proteção e direitos dos filhos com nanismo “Não consigo me imaginar não sendo mãe. A gente se doa, se dedica pra vê-los se tornando homens maravilhosos”: Francielle Ferreira Ribeiro “Ser