Após conquistar 6 medalhas no Parapan de Santiago, atletas com nanismo planejam o ano de 2024

Bruno Carra trouxe ouro para o Brasil. Foto: Cris Mattos/CPB @crismattos33 / @ocpboficial

O Brasil finalizou os Jogos ParapanAmericanos de Santiago 2023 com a melhor campanha da história. Ao todo foram 156 medalhas de ouro, 98 de prata e 89 de bronze. Dos 10 atletas com nanismo que participaram da competição, cinco voltaram com medalhas. Agora, de olho nas competições internacionais e também nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, eles cumprem uma agenda corrida de treinos. Por aqui, acompanhamos orgulhosos dos resultados alcançados!

Foi no Halterofilismo que os atletas com nanismo garantiram a maior parte das medalhas brasileiras (confira abaixo). Bruno Carra conquistou o ouro na categoria até categoria até 54 kg e Mariana D’Andrea ouro na categoria até 73kg. Ainda teve outra dobradinha da equipe brasileira com a potiguar Maria Rizonaide, que levou a medalha de prata na categoria até 50kg e com a mineira Cristiane Reis, bronze (até 55kg). Elas competiram na mesma prova. Na equipe mista, que contou com a participação de Bruno e Mariana, conquistamos o bronze.

Bruno Carra afirma que a participação foi boa, mas com disputa acirrada. “Graças a Deus saí na frente e consegui manter a minha colocação até o final conquistando a medalha de ouro na competição individual. Já no por equipes, que Mariana também participou, conquistamos o bronze. Encerrei a competição com duas medalhas. Agora estou em treinamento e vou participar de um campeonato em Dubai no mês de março e outro na Inglaterra no mês de junho”, completa.

O atleta explica que nos jogos Paralímpicos de Paris, que serão realizados em setembro de 2024, há uma particularidade no halterofilismo. “É avaliado um ranking dos 4 últimos anos de competições internacionais válidas. Os 8 melhores são classificados. Isso significa que mesmo ganhando um ouro no Parapan de Santiago, não há garantia de participação. Apesar disso, estou bem colocado. Por enquanto estou em 6º colocado”, finaliza.

Copa do Mundo de halterofilismo em Dubai

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio de sua Diretoria de Esportes de Alto Rendimento e da Coordenação Técnica da modalidade de halterofilismo, convocou 13 atletas para a etapa da Copa do Mundo de halterofilismo de Dubai 2024, que será disputada de 28 de fevereiro a 6 de março.

Paulista Mariana D’Andrea está entre os convocados.
Foto: Cris Mattos/CPB @crismattos33 / @ocpboficial

A competição é etapa obrigatória para os halterofilistas que buscam se qualificar para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Campeã paralímpica nos Jogos de Tóquio 2020 e campeã Mundial em Dubai 2023, a paulista Mariana D’Andrea está entre os convocados. A atleta conquistou em agosto a primeira medalha de ouro entre adultos do Brasil em um Mundial da modalidade e ainda se tornou recordista Mundial da categoria até 79kg, com um levantamento de 151kg. Ao lado dela também estão Bruno Carra e Maria Rizonaide.

De acordo com os critérios de convocação do CPB, foram chamados apenas atletas que disputaram competições obrigatórias para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, definidas pela WPPO (Organização Mundial de Halterofilismo Paralímpico, na sigla em inglês), a saber: Mundial de Dubai 2023 e de Tbilisi 2021, Open das Américas St. Louis 2022 ou Open da Europa 2022.

Além disso, os atletas convocados necessitavam atingir o Índice A definido pelo CPB em competições nacionais ou internacionais de 2023, incluindo etapas do Meeting Paralímpico Loterias Caixa, Campeonato Brasileiro Loterias Caixa, Circuito Loterias Caixa de halterofilismo, Jogos Parapan-Americanos de Santiago e Campeonato Mundial de Dubai.

“Uma sensação maravilhosa e inesquecível”

Aos 40 anos, Cristiane Reis participou pela primeira vez de um Parapan e conta que agora o objetivo é treinar para ficar entre as primeiras no ranking mundial. Ela conta que entrou no halterofilismo em outubro de 2019 e a primeira competição foi em Brasília, em janeiro do ano seguinte, quando ficou em primeiro lugar.

Cristiane Reis ficou em terceiro lugar com 95 kg válidos. Foto: Ana Patrícia/CPB @anapatricia.foto @ocpboficial

“Sou recordista brasileira na minha categoria até 55kg e minha primeira competição internacional foi no início de agosto de 2023, no Chile. Fiquei em segundo lugar e conquistei a medalha de prata. Logo depois participei do mundial em Dubai e fiquei em 10º lugar dentre os quase 40 atletas. Trazer uma medalha para casa no meu primeiro Parapan foi uma sensação maravilhosa e inesquecível. Agora, o foco é treinar bastante para melhorar a cada dia mais e ficar entre as primeiras do ranking mundial”, diz.

De forma geral, Cristiane avaliou a participação em Santiago como boa. Ela ficou em terceiro lugar com 95 kg válidos, mas explica que não foi o que ela esperava. Isso porque precisava de 98 kg para alcançar o 8º lugar do ranking mundial. Ela não está na seletiva de Paris, mas conta que o ano será de muito treino. “Existe um ciclo de competições obrigatórias que se inicia quando uma paraolimpíada termina para se cumprir até começar a próxima competição. No início deste ciclo eu fui convocada, mas não pude ir já que estava grávida”, explica.

Conheça os atletas medalhistas em Santiago:

Mariana D’Andrea – halterofilismo

Ouro categoria até 73kg

Bronze equipe mista


Bruno Carra – halterofilismo

Ouro categoria até 54 kg

Bronze equipe mista


Maria Rizonaide – halterofilismo

Prata categoria até 50 kg


Cristiane Reis – halterofilismo

Bronze categoria até 55 kg

Vitor Tavares – badminton

Prata Individual SH6

 (Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro) 

Catherine Moraes

Jornalista por formação e apaixonada pelo poder da escrita. Do tipo que acredita que a informação pode mudar o mundo, pra melhor!
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