Priscila Menucci abre o jogo em entrevista exclusiva

Ela conta tudo sobre sua vida e carreira e anuncia livro em primeira mão para o Somos Todos Gigantes. Acompanhe!

Ela conta tudo sobre sua vida e carreira e anuncia livro em primeira mão para o Somos Todos Gigantes. Acompanhe!

A paulista esteve conosco desde o primeiro dia na inauguração do portal acompanhando o gigante Giovanni Venturini em uma cena da novela Cúmplices de um Resgate exibida no evento de lançamento do nosso site. Finalmente tivemos a honra de recebê-la e saber um pouco mais da história e do talento desta diva que tanto nos comove. Leia a entrevista exclusiva desta atriz, humorista, modelo e empresária. Não se esqueça de compartilhar nas suas redes sociais e deixar seu comentário no final do post. Contamos com sua opinião.

 

Foto: Nanismo Pride

Atriz              

Ela arrasa e sabe! Compartilhe!

                 

#STG – Onde você reside atualmente?                       

 

Priscila Menucci – São Paulo, capital           

 

#STG – Quando começou sua carreira?      

 

Priscila Menucci – Comecei na carreira velha já, pois eu era assistente administrativa de recursos humanos. Foi em 2003 que comecei a atuar em espetáculo musical, com Billy Bond.                     

               

#STG – Como despertou para a atuação?         

 

Priscila Menucci – Foi do nada que comecei atuar. Aconteceu uma festa à fantasia na empresa onde eu trabalha e na recepção tinha um rapaz que hoje é um amigo pessoal, o Zezinho. Ele me indicou para trabalhos em recepções de festas e foi dos eventos que surgiu o gosto pela atuação.

 

Foto: Deficiente Ciente

Atriz

Atriz, humorista e empresária

                                                     

#STG – Qual o seu tipo de nanismo e quantos centímetros mede?                        

 

Priscila Menucci – Os médicos não fecharam o diagnóstico. Eles acham que pode ser pseudoacondroplasia. Minha altura é 91cm.                 

            

#STG – Você foi criada pela avó. Acha que a sabedoria dela te ajudou a lidar com sua condição?     

 

Priscila Menucci – Sim. Fui criada pela minha avó e a sabedoria e a determinação dela me fizeram a mulher que sou hoje.                     

             

#STG –  Quando vc foi para a escola os alunos já estavam preparados para sua chegada. Voce acha que isso foi bom ou ruim para sua adaptação?                        

 

Priscila Menucci – Quando fui para o colégio já estava preparado, pois no ato da matrícula minha avó teve uma conversa com direção, coordenadores e professores. Minha avó dizia que, infelizmente, não era o mundo que iria se adaptar a mim, mas eu que teria que me adaptar.            

 

#STG – Em quais colégios estudou?

 

Priscila Menucci – Estudei em vários colégios. No Conchinha, no Capitão, no Bernadino, Centenário, depois fiz supletivo no Talles de Mileto. Fui rodada! (risos)                         

           

#STG – Em entrevista ao site Deficiente Ciente, vc se intitulou o “terror do pedaço”. Isso porque você era mais arteira que todos?        

 

Priscila Menucci – Isso mesmo. Como dizem, eu era “a” popular . E aprontei muito! Tanto no colégio particular onde fiz do pré à quarta série, quanto no colégio público.                        

                     

#STG – Você costuma afirmar que os olhares maldosos não te incomodam. Incomodam mais quem olha do que a você. Qual o segredo da segurança desta gigante?  

 

Priscila Menucci – (Risos) Verdade, falei isso mesmo. Quando as pessoas olham com maldade e sorrisos de piadinhas, eu respiro fundo, conto até 10 e olho de baixo, para cima, pois assim a pessoa se sente igual ao olhar que ela fez. E as pessoas ficam muito sem graça. Quando vêm perguntar algo, eu disfarço e mudo o assunto no tom de brincadeira.                

                     

#STG – Você tem uma bela família! São dois filhos? Eles tem nanismo? Qual o nome e idade deles e do seu marido?    

 

Priscila Menucci – Tenho dois filhos Pedro Henrique de 10 anos e João Paulo de 5 anos. Meu marido, Leonardo Colen, tem 36 anos.      

               

#STG – Seu marido e filhos têm nanismo?

 

Priscila Menucci – Sim. Eles têm acondroplasia.

 

Foto: Deficiente Ciente

Priscila

Priscila exibe a linda família com orgulho

 

#STG –  Atualmente qual os seus principais projetos?                        

                   

Priscila Menucci – São muitos projetos. Tanto de carreira quanto de vida. Em relação à carreira, quase todos os projetos serão realizados ano que vem. Quero fazer um filme e escrever um livro. Sobre a vida pessoal, projeto de vida é a abrir uma associação aqui em São Paulo e realizar um sonho: um Instituto Brasileiro para o nanismo. Este é um projeto grandioso.                        

                                                                                 

#STG – Você já participou de campanha de publicidade, faz foto sensual. Continua fazendo estes projetos mais alternativos, fora atuação?    

 

Priscila Menucci – Sim. Já fiz campanha para cerveja Skol e faço muitos projetos sensuais.                       

 

Foto: Deficiente Ciente

Priscila

Campanha de cerveja busca outro olhar sobre a beleza

 

#STG – Pode contar melhor para nós como são estes projetos? Ainda com a fotógrafa Kica de Castro?  

 

Priscila Menucci – A vontade de envolver o sensual da mulher com nanismo é um dos pontos da Kica de Castro.  O objetivo é mostrar que a beleza pode ser vista e sentida em todas as formas e há beleza em todos os corpos, pois há olhares diversos para a atração e sedução. Fizemos uma outra campanha também que se chamou “Qual é o seu preconceito?”, com um homem de estatura dita ”normal” e uma mulher com nanismo, no caso o André Lima e eu, os dois nús.    

 

#STG – Está com alguma peça em cartaz?

 

Priscila Menucci – Estou em cartaz com O Banquete. Estou em cartaz no Burlesque Paris 6 by nigth, que fica na Augusta, número 2809 em Sao Paulo. Me apresento de quinta e sexta, às 21h, sábados, as 21h30 e domingo, as 19h.                        

 

Foto: Tendência Inclusiva

Priscila

Ensaio fotográfico sensual com Kika de Castro

                                   

#STG – Sabia que esteve presente em cena na inauguração no nosso portal, em setembro do ano passado?

 

Priscila Menucci – Eu presente? Não sabia. Que tudo! Obrigada.                        

                                 

#STG – Em televisão, quantos trabalhos você já fez? Entre novelas e séries?                        

 

Priscila Menucci – Nossa em TV foram bastante trabalhos. Trabalhei na Rede TV, Band, SBT. Também fiz também seriados na Fox e TBS.                        

 

#STG – Quais papéis foram mais marcantes na sua carreira e porquê?                        

 

Priscila Menucci – Tive participações na Globo mas foi rápido. Fiz Ofrasinha que foi uma fofoqueira no programa do Clodovil na Rede TV. Com ele aprendi muito. Dona Nica, a diretora da Escolinha Muito Louca com Magal. Na Cúmplices de um Resgate, minha primeira novela, foi importante passar que a pessoa com nanismo tem vida após nascer.

 

No seriado Condomínio Jaqueline eu era uma zeladora assassina. Sem tocar no assunto nanismo, só a atriz no seu papel. Foi muito importante me verem como atriz e não a “palhacinha” que os anões se deixam fazer. Por falta de estudo, ou de imposição e  por falta de outras pessoas acreditarem no potencial da pessoa com nanismo.

 

Faço parte da Praça é Nossa. Eu sou comediante, humorista, enfim, tem uma grande diferença em fazer rir e riem de você.                                          

 

 

#STG – A Globo vai lançar uma novela abordando o nanismo como assunto de um dos núcleos principais do roteiro. Você acha que este tema pode ajudar no debate sobre preconceito e acessibilidade sendo uma rede com uma audiência tão grande?                        

 

Priscila Menucci – Com certeza a novela da Globo vai abrir ainda mais os debates sobre o preconceito e que a pessoa com nanismo faz parte de uma sociedade e não de um mundo paralelo como todos acham: que saímos de outro planeta. Não! Estamos aqui! Vivendo, respirando e pagando imposto.

                      

#STG – Você é amiga da Juliana Caldas. Pode nos contar como está a expectativa dela para este papel?                        

 

Priscila Menucci – Sou amiga dela sim. Ela está com um grande e um surpreendente papel na mão. E é claro, um enorme desafio que vai ser superado com uma súper atuação e passando uma lição de vida.  

                     

#STG – Ela está fazendo laboratório para o papel? Você pode dizer?                      

 

Priscila Menucci – Provavelmente sim. Não posso comentar.                        

 

Foto: Celebrevit

Priscila

Ela faz pose, personagem, escreve livro, administra carreira e prova que tamanho não é e nunca será prova de capacidade

 

#STG – E este livro que você pretende escrever? Conta para nós em primeira mão?                     

 

Priscila Menucci – Vou deixar com gostinho de quero mais. Será sobre nós, mulheres com nanismo, com personagens e tal. O papo sério fica com os especialistas.                        

Rafaela Toledo

Comentários

2 respostas

  1. Eu adoro essa comediante…empresária….eu não perco na praça é nossa a Dona Nica Priscila Menucce e a atriz que faz a Nina…são ótimas .
    Deve ter muitas anãs e anões com muito talento por ai

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Mais

Natação e nanismo: quais os benefícios e pontos de atenção?

Prática do esporte sem acompanhamento pode provocar lesões, mas quando monitorada revela ser uma ferramenta potente na transformação da qualidade de vida das pessoas com a deficiência O sinal sonoro liberta para um mergulho profundo. “Na água eu dou tudo de mim, coloco na minha

Garoto com nanismo é campeão em jogos escolares

“Eu nunca tinha sido campeão e fiz gol até na final”, celebra Bernardo de 10 anos que descobriu mais uma paixão Um olhar técnico e humano plantou mais uma semente no futuro de uma criança e permitiu a união de um time que levou pra

Natação e nanismo: quais os benefícios e pontos de atenção?

Prática do esporte sem acompanhamento pode provocar lesões, mas quando monitorada revela ser uma ferramenta potente na transformação da qualidade de vida das pessoas com a deficiência O sinal sonoro liberta para um mergulho profundo. “Na água eu dou tudo de mim, coloco na minha

Garoto com nanismo é campeão em jogos escolares

“Eu nunca tinha sido campeão e fiz gol até na final”, celebra Bernardo de 10 anos que descobriu mais uma paixão Um olhar técnico e humano plantou mais uma semente no futuro de uma criança e permitiu a união de um time que levou pra