Maria Matos, a gigante dos esportes radicais

Ela abre as portas de sua história para o Somos Todos Gigantes em entrevista exclusiva demonstrando uma personalidade decidida e a força dos grandes vencedores

Ela abre as portas de sua história para o Somos Todos Gigantes em entrevista exclusiva demonstrando uma personalidade decidida e a força dos grandes vencedores

Ela é inteligente, linda, e tem mais coragem do que se pode mensurar. Maria Matos já foi destaque nas telas do Somos Todos Gigantes pelo seu desempenho nos esportes radicais mas hoje ela é a estrela da pauta. A fibra desta mulher é tão entusiasmante quanto a energia que ela emana neste sorriso.

 

Foto de Divulgação

atleta

É contagiante! O gosto dela pela vida e por novas experiências revela uma pessoa feliz

 

Acompanhe a história de quem não se permite limitar. Maria Moreira Matos tem 25 anos, 1, 17m e mora em Beberibe, uma praia em Fortaleza, no Ceará. Atualmente se divide entre sua casa e as visitas ao sítio em Pindoretama, onde cria os cavalos, seus parceiros de montaria.

 

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Maria

Seu amor pelos cavalos é uma constante desde a infância. E, claro, ela não gosta de montar pôneis…

 

Ultimamente a atleta tem se concentrado apenas nas atividades com os equinos, mas adora se aventurar pelo wakeboard (esporte aquático praticado sobre uma prancha tipo snowboard, puxada por uma lancha) e stand up paddle (esporte com prancha e remo, praticado em lagoas ou até mesmo no mar).

 

 

Saiba mais sobre este exemplo de vida nesta entrevista exclusiva realizada pela equipe do Somos Todos Gigantes com Maria Matos esta semana. Não se esqueça de compartilhar nas suas redes sociais e deixar seu comentário aqui abaixo. Sua opinião é muito importante para nós.

 

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Maria

Um exemplo de força, determinação e autoconfiança

 

#STG – O que mais te atrai nos esportes radicais?                                              

 

Maria Matos –  A adrenalina que eles me proporcionam. Gosto de me testar, de ver até onde eu posso ir. Tudo que é radical e louco, tenho vontade de fazer.    

 

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Maria                                   

É desafio? Ela encara!

 

#STG – Você acha que seu tamanho te estimula a testar mais ainda seus limites?                        

 

Maria Matos – Sim e não. Sim, pelo fato de todos duvidarem de mim, se eu consigo ou não fazer as coisas. E não, porque “eu sei que posso fazer tudo que eu colocar na minha cabeça”.

 

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Maria

Tamanho não impede Maria de praticar os esportes que atraem dua vontade

 

#STG – Tem outros amigos com nanismo que também praticam esportes radicais?                        

 

Maria Matos – Não conheço que se arrisquem tanto quanto eu. Acho que sou meio doidinha nesse quesito. Stand Up paddle, tem a Livinha que comecei a praticar através dela e conheci o projeto Remar, que é um projeto voltado para a inclusão de pessoas com deficiência no esporte, caiaque e Stand Up paddle.

 

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Maria

Maria Matos e amiga, Lívia Vasconcelos, 25, praticam Stand Up Paddle juntas

 

#STG – Você gosta de competir?                       

 

Maria Matos – competir eu até gosto, mas não participei de competições oficiais.             

 

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Maria

Sempre em contato com a natureza, a atleta não abre mão das suas atividades pelo menos três vezes por semana

 

#STG – Tem pretensão de continuar levando a vida na adrenalina?                        

 

Maria Matos – Sim, quero cada vez mais me testar e saber do que eu sou capaz. De até onde consigo ir. Quero um dia saltar de paraquedas e pular de bang jump.     

 

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Maria

Ela diz que as quedas são dolorosas mas mesmo assim, a adrenalina vale a pena

 

#STG – Sua família lida bem com isso?                        

 

Maria Matos – Minha mãe não muito. Ela tem medo de que machuque. Mais pelo cuidado comigo, porque lesões não são tão fáceis de curar. Meu pai diz: “vai se arriscar”, mas no fundo fica com medo. Meus familiares não acreditam quando veem as loucuras que faço. Muitos deles não tem coragem de fazer o que faço.    

 

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Atleta

Descansando sobre a prancha, ela exibe o sorriso que o esporte lhe proporciona

 

#STG –  Você tem filhos? Ensina ou vai ensinar sobre esportes radicais e adrenalina?                        

 

Maria Matos – Não tenho filhos, caso um dia resolva ter claro que vou ensiná-los e apoiá-los.     

 

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praticando

Manobra mostra que ela não se intimida mesmo pela aventura

 

#STG – Como foi que seu gosto despertou para este tipo de esportes?                        

 

Maria Matos – Desde criança gosto de me aventurar nessas coisas mais arriscadas. Desde criança ando a cavalo. Aprendi a nadar muito cedo. Ando de quadriciclo. Dirijo para cima e para baixo. Ando de wake, que é mais emocionante e radical do que o Stand Up.   

 

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Maria

Desde criança apaixonada pelos cavalos, ela hoje pratica montaria pelo menos três vezes por semana

 

#STG – Alguém que te inspirou a seguir pelos caminhos do esporte radical?                        

 

Maria Matos – Sempre convivi com bichos e desde sempre gostei de cavalos. Comecei a montar ainda criança. No wake, tem um amigo que era voluntário do projeto que participo. Ele é atleta de wakeboard, uma vez o vi andando e ele me perguntou se eu não queria tentar. De início, tive medo, quando ele foi me ensinar. Mas depois me apaixonei pelo esporte. Já vai fazer um ano que pratico.        

 

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Maria

Maria Matos vai pra todo lugar em seu carro, com suas amigas

 

#STG – Qual o seu conselho para aquelas pessoas que tem medo de se arriscar, em qualquer que seja o aspecto da vida? Mesmo que seja saindo de casa e enfrentando o preconceito?                        

 

Maria Matos – A gente não pode ter medo de se arriscar porque vida, a gente só tem uma. Temos que aproveitar todos os momentos como se fossem o último porque ninguém sabe o dia de amanhã, né? Então vivo muito o hoje, aproveito cada dia como se fosse o último, por isso me arrisco tanto. E enfrentar o preconceito nós temos, querendo ou não, temos que ser fortes e seguir de cabeça erguida, sem ligar para o quê os outros pensam sobre nós.     

 

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Maria           

Ela também usa o quadriciclo pra se locomover e se divertir. Tudo é motivo!

 

#STG – Você hoje é um exemplo. Pensava nisso quando começou? Como você lida com isso? Qual o seu conselho para quem também quer explorar seus limites?                        

 

Maria Matos – Nunca pensei em ser exemplo, mas querendo ou não acabo sendo. Procuro enfrentar todos os meus medos, pra continuar fortalecendo aqueles que me veem como exemplo e que se espelham em mim. Então, digo sempre pra todo mundo se testar, ousar na sua vida. Tentar cada vez mais superar os seus obstáculos e dificuldades, para ver cada vez mais do que é capaz. É muito bom a sensação do “caramba, eu consegui. Eu posso fazer isso!” Não tem sentimento melhor do que “eu superei meu limite”!       

 

Foto de Divulgação

Maria            

Ela exibe as cores do dia que escolhe viver. Fica o exemplo. Não há nada mais sólido para um ser humano construir nesta vida

 

#STG – Em suas fotos é possível ver que você é uma mulher muito bem resolvida. Pode revelar se tem namorado? Qual o seu conselho para aquelas meninas que tem vergonha de mostrar sua beleza? O que te torna forte?

 

Maria Matos – Não, não tenho namorado. Então… Não me vejo diferente. Óbvio que tenho umas coisas que não gosto em mim, mas isso todo mundo tem. O que me faz forte? Minha família e Deus, meus familiares nunca me trataram diferente, sempre fui tratada como cada um deles. Claro que tinha uns cuidados, mas nada demais. Eles me fizeram ser forte pra encarar o mundo.

 

Rafaela Toledo

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