Gigante Leo lança linha exclusiva de camisetas

Diferente de boa parte das pessoas com Nanismo, Leonardo Reis, o Gigante Leo, humorista, ator e grande amigo do Somos Todos Gigantes não se afeta pelo termo. Aliás, ele consegue tirar algum proveito sobre o que, para a maioria das pessoas com nanismo, é uma limitação: lidar com o termo anão. Leo acaba de lançar uma linha de camisetas sobre o tema em parceria com a Lolja, na última segunda-feira, 08, à partir das 11h.

Foto: Lolja

“A Lolja é um projeto que acredita que moda não é só roupa. É uma forma de se comunicar e transparecer sua personalidade. Na vida estamos sempre buscando o nosso espaço e isso não muda na maneira como queremos nos mostrar para o mundo. Nosso propósito é aproximar as pessoas da sua vivência cultural com produtos criativos, de preço justo e de boa qualidade através de um serviço diferenciado”, explica a comunicação da empresa que tem fábrica localizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, mas vende para todo o Brasil, pela internet.

Foto: Lolja

O nome da loja faz referência ao termo Lol (gíria em inglês que representa a abreviação da expressãolaughing out loud“. Em português significa algo como rindo alto ou rolando de rir). Leo teve contato com os parceiros por intermédio do Ultimate Trocadilho Championship (UTC), espetáculo de comédia que roda pelos teatros do Brasil e acontece com o nome Não Pode Rir no canal dos comediantes Castro’s Brothers no Youtube.

Foto: Lolja

Historicamente ligada à um passado de abusos, maus tratos e julgamentos inadequados, a palavra anão foi muito utilizada em caráter pejorativo. Não apenas em dramaturgia, como, inclusive, no uso conotativo dentro da língua portuguesa, conforme já noticiamos

Naturalmente a pejoração do termo fundou uma relação desconfortável dele com as pessoas de baixa estatura. Uma grande parcela da população com Nanismo se incomoda. Por isso, resolvemos perguntar ao próprio Leo porque esta palavra não é para ele sinônimo arquetípico de desagrado.

Acompanhe agora a conversa exclusiva entre o comediante e o STG, e não deixe de visitar a Lolja ao final da entrevista:

STG) Porque vc não se incomoda com o termo Anão?

Gigante Leo: Eu acho que apenas usar termos politicamente corretos não implica automaticamente em respeito ou inclusão, ao contrário, dependendo do contexto pode até gerar segregação, que para mim também é um tipo de preconceito. O termo anão não me incomoda. Assim como eu acho que ‘anão’ ou ‘pessoa com nanismo’ não seja atributo para me qualificar ou distinguir de alguém. Gosto de ser reconhecido pelo nome e pelos meus atributos e feitos. Antes de ser anão ou pessoa com nanismo, sou Leonardo, ator, humorista, funcionário público, escritor e pai de uma linda família. 

STG) acredita que seu olhar bem humorado é responsável pelo seu sucesso no campo pessoal e profissional?

Gigante Leo: Sim, acredito. A vida é única e temos que vivê-la da melhor maneira possível, sempre com respeito ao próximo e ética. Então por que não ver as coisas pelo lado leve e divertido? Acho que tudo fica diferente e mais gostoso de se viver.

STG) Em algum momento foi diferente? Já te incomodou?

Gigante Leo: Não, nunca. Isso se deve muito a forma como fui criado. Sempre tive noção que era anão e das minhas limitações, mas elas nunca foram motivos para eu ser tratado de forma diferente e nem assuntos de conversa. Era como um tio careca que você tem na família, uma vez ou outra pode se tocar no assunto, mas ninguém vai ficar toda hora falando: o tio fulano, que é careca, nem mesmo toda vez que encontrar com ele ficar só puxando assunto sobre calvície ou tratamento para isso. Nem muito menos ficamos dizendo: nossa, ter tio careca na família é algo tão especial pra gente, eles são uns guerreiros!

STG) Qual sua dica para as pessoas que se sentem incomodadas pelos olhares alheios ou pelo termo anão em si? Qual, na sua opinião, a melhor forma de lidar com o que, para alguns, é desconfortável?

Gigante Leo: Sinceramente, não sei como responder. Cada um tem uma história de vida, uma sensibilidade diferente e suas razões para se sentirem incomodados. Isso não faz a pessoa mais “fraca” do que uma que não se importe com isso. O que acontece é que pessoas com essa sensibilidade maior podem vir a ter mais momentos tristes. Uma “dica” que talvez daria é tentar relevar ao máximo e não trazer tanto para o lado pessoal, pois você certamente é muito maior que tudo isso.

STG) O que é felicidade para você?

Gigante Leo: Nossa, que pergunta complexa! É meio clichê o que direi, mas realmente é o que penso. A felicidade não é um lugar ou ponto de chegada, é um processo. Não está numa conquista, numa realização e nem em uma pessoa. Está na sua relação com tudo isso e na forma como você se põe a caminhar nessa direção. Por exemplo: não basta apenas construir uma família com pessoas legais, a felicidade está no dia a dia dessa caminhada em busca desse ideal, está na busca de ser feliz e fazer o outro feliz.

STG) Quais os maiores obstáculos para alcançá-la?

Gigante Leo: Acho que é mais questão de nunca desanimar ou desistir de continuar no caminho da busca por ela.

Visite agora a Lolja e conheça toda a linha de camisetas do Gigante Leo.

Rafaela Toledo

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