Especial Dia das Mães 2018

“(…) É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece (…)”

Renato Russo foi um dos que poetizou o amor à luz dos versos brilhantes de Luíz Vaz de Camões. O amor é a maior lição que aprendemos diariamente e tentamos compartilhar aqui no Somos Todos Gigantes. E não há símbolo maior de amor do que a mãe. Incondicionalmente, estamos dispostas a viver pela felicidade de nossos filhos.

Neste domingo comemoramos a existência delas, mas dia das mães é todos os dias. Somos mães a cada minuto, cultivando a evolução de nossas crias e a nossa. A cada passo, plantamos sementes, semeamos sonhos, nos responsabilizamos por um mundo melhor construindo a real vivência do amor.

Por isso, a homenagem neste post especial é para cada mulher que, sendo progenitora ou não, já exerceu o papel de mãe espalhando amor onde há carência dele. Nosso parabéns vai também para aqueles pais que já acalentaram e deram o colo que muitas mães não tiveram a oportunidade de dar. Nós comemoramos o amor em família, em que nos juntamos para amar, servir, aprender e ensinar.

Vamos hoje celebrar a verdadeira empatia. Só amor! Que seja pelas nossas mães e nossos filhos ou pelas mães de outros filhos e filhos de outras mães. Podemos começar compartilhando um pouco da experiência de Juliana Yamin, mãe de Biel e idealizadora, juntamente com o marido Marlos Nogueira, da campanha e do portal STG. Ela falou carinhosamente neste dia das mães com a redação do site para dividir um pouco de sua história e seu coração com outra mãezinhas.

Acompanhe o vídeo ao final da entrevista e conheça quatro gerações desta família que nos inspira e espalha amor por onde passa.

STG – Como foi quando você soube que teria o Gabriel?

Juliana – O Biel foi muito desejado. Eu tenho uma característica diferente: soube de todas as minhas gravidezes no DIA que ficava grávida! (Risos) Ele foi o primeiro filho, primeiro neto dos dois lados… Uma gravidez maravilhosa, festejada a todo momento! O diagnóstico difícil veio já na 33ª semana. Uma notícia complicada: muitas malformações, a possibilidade de não sobreviver! O nanismo era um detalhe à essa altura… O que me doeu profundamente foi pensar que não teria meu filho comigo (eu já havia perdido três filhos em abortos espontâneos). Essa ideia me apavorou. Mas entendi que o que eu queria era meu filho vivo, então orei, disse pra Deus que não choraria mais. Pedi que Ele me desse a chance de ter meu filho nos braços, do jeitinho que Ele quisesse me dá-lo. E que Ele me desse sabedoria para criar meu filho FELIZ independente de qualquer circunstância.

STG – Como você encara a maternidade nos dias atuais, quando tempo, internet e outras distâncias nos afastam das relações humanas?

Juliana – Eu tenho percebido que o papel da mãe na criação dos filhos sempre foi fundamental, mas hoje é ainda mais. Vivemos um desafio enorme de fazermos a transição de uma geração analógica, off-line, para uma geração conectada e naturalmente “virtual”. Cabe a nós o ensino da importância das raízes, das relações reais, dos valores da família. O vínculo afetivo hoje é subjetivo, superficial, mas o ser humano depende dele! Somos nós, mães, quem somos os primeiros referenciais do afeto, do abraço, do toque… Precisamos gastar tempo com nossos filhos desconectados das telas e reconectados com nossos sentidos: ouvir, acariciar, preparar a comidinha que agrade o paladar deles, olhar nos olhos, reafirmar que AMAMOS!

STG – Qual a sua dica para as mamães de primeira viagem que podem se assustar com um diagnóstico?

Juliana – Nenhuma mãe em sã consciência escolheria o desafio de um filho especial. É o desconhecido, dá medo. Sentimos um amor grande demais pra pensar que um filho será alvo de preconceito… Eu entendo essa dor, essa angústia. Mas digo sempre: ESCOLHA AMAR! Decida amar, independente dos diagnósticos! Só esse amor INCONDICIONAL fará do seu filho um gigante forte para enfrentar os desafios da vida.

Não espere nenhum minuto para amar seu filho do jeitinho que ele vier: seu amor é um antídoto poderosíssimo que o protegerá (como nenhuma outra coisa!) das dores que TODOS nós (especiais ou não) enfrentamos na vida.

STG – O que você acha que é nosso grande legado como mãe?

Juliana – Como eu já disse, o nosso amor é o primeiro vínculo afetivo que uma criança experimenta na vida. Precisamos demonstrar que esse amor não depende de centímetros a mais ou a menos, de quilos a mais ou a menos, de nível de inteligência, de beleza… Ensinar a incondicionalidade desse amor e demonstrá-lo todos os dias é a grande marca que podemos deixar nos nossos filhos. E onde há amor, nada falta. Esse amor cura tudo, todo o medo de “como será o futuro”, toda angústia do desconhecido. E esses sentimentos são comuns a TODAS as mães, de filhos especiais ou não. Eu creio que como está na própria Bíblia diz: “ o verdadeiro amor lança fora todo medo”. Então ame. E o resto segue esse fluxo.

Rafaela Toledo

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