25 de outubro

Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo

Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo

Quase um ano se passou do dia em que a luta de anos de Kênia Rio da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ) foi recompensada pela instituição do Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra a Pessoa com Nanismo. A conquista foi mais um passo na longa e delicada caminhada dos pequenos gigantes em prol de respeito, acessibilidade e direitos iguais. O apoio do Senador Romário foi essencial e a presença massiva de representantes da causa também. Cada elo desta corrente foi responsável por parte do sucesso empreendido.

 

Foi nesta mesma ocasião que a campanha #somostodosgigantes nasceu. Em torno do encontro de Kênia e Juliana Yamin, e da vontade de toda a comunidade dos pequenos de se unir. O movimento ganhou corpo e alma e hoje segue crescendo somando adeptos em todo o Brasil. Até um portal próprio foi desenvolvido destinado ao compartilhamento de informações quentes e precisas sobre o tema, estreitamento de relacionamento entre indivíduos com a mesma condição, troca de experiências e busca de referências.

 

A data – 25 de outubro – é dedicada aos pequenos em mais de 25 países e homenageia o ator e ativista americano Billy Barty, criador de uma associação que, na década de 50, lutava pelos direitos das pessoas com nanismo e por tratamento médico adequado.

 

Este ano a data também marcou o final do 1º Congresso Nacional de Nanismo promovido pela ANAERJ que ocorreu nos dias 21, 22 e 23 no Rio de Janeiro. A ideia do encontro, além de proporcionar troca de experiências e debate intensivo sobre a inclusão é salientar o impacto positivo que as contribuições desta classe trazem para todos os níveis da sociedade, de forma igualmente valiosa.

 

Todos temos direito a viver livres de esteriótipos ou julgamentos, para desta forma nos sentirmos livres e merecedores de um futuro inclusivo onde cada um se sinta apto a explorar ao máximo seu potencial tanto profissional quanto humano. Crítica gera crítica. Quando alguém se sente diminuído, isso gera raiva. O ciclo de ódio só cresce quando há falta respeito.

 

Outro objetivo do Congresso foi chamar atenção de políticas públicas voltadas para a defesa dos direitos de quem tem nanismo. A condição foi reconhecida como deficiência física no Brasil em 2004 (NANISMO, Art. 4º do Decreto 3.298/1999).

 

Atualmente, apenas dois estados no país têm legislação específica para o tema: Rio de Janeiro e Santa Catarina. Há também um projeto de lei nacional tramitando em Brasília a respeito. Por enquanto, as leis que versam sobre direito dos deficientes beneficiam também quem tem nanismo mas não são direcionadas exclusivamente para suas necessidades.

 

Assista os links ao vivo do Congresso de Nanismo no perfil do #somostodosgigantes do Facebook.

 

 

 

Fonte: Repórter Brasil (EBC)

 

 

 

Rafaela Toledo

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