Elaboração de estatísticas sobre violência contra pessoas com deficiência pode se tornar obrigatória no país

Elaboração de estatísticas sobre violência contra pessoas com deficiência pode se tornar obrigatória no país

Estatísticas sobre violência contra pessoas com deficiência podem se tornar obrigatórias no país. O projeto que determina ao Poder Público a elaboração foi aprovado na última semana pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados e agora segue para as comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A medida é prevista no Projeto de Lei 496/20, do deputado Geninho Zuliani (DEM-SP) e foi aprovado por recomendação da relatora, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP). O objetivo é que os dados elaborados também passem a integrar a base de dados do Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O texto inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A relatora sugere que as bases do Sipia e do Sinan passem a ter um campo específico que indique, no momento do registro de violência, se a pessoa tem ou não deficiência, além de identificar se a vítima é homem ou mulher e a sua idade, a fim de direcionar políticas públicas para o enfrentamento do problema. Apenas em São Paulo, em 2020, 24 mil denúncias de violência contra a mulher com deficiência foram registrados segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

“A violência contra pessoas com deficiência é uma chaga que aflige a nossa sociedade, e notamos que esses crimes se encontram em alta. Contudo, é difícil fazer tal explanação, pois não possuímos dados estatísticos confiáveis. As estatísticas são essenciais para pensar novas políticas públicas, atendimentos adequados, multidisciplinares e até atendimento assistido”, afirmou Maria Rosas.

Com informações da Agência Câmara

 

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